sexta-feira, 8 de maio de 2009

Autoestima e diferença funcional

Tenho recebido e-mails e scraps comentando os dois últimos vídeos postados no Youtube. Algumas dessas mensagens eu gostaria de ver publicadas no fórum da comunidade Diversidade Funcional, mas nem sempre isso ocorre. Algumas pessoas preferem fazer contato de forma mais reservada e isto precisa ser respeitado.

Depois de ler os e-mails e scraps achei que seria interessante postar as legendas dos vídeos “Qual é o seu sonho” e “Autoestima e diferença funcional”. Há dois outros vídeos cujo conteúdo foi baseado em textos postados anteriormente no blog (“Vamos jogar “deficiente” no lixo” e “Entre diferenças e diferenças”). Os interessados poderão copiar o texto original.
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Legendas do vídeo "Autoestima e diferença funcional"

http://www.youtube.com/watch?v=911BSHwaQP8

Olá! Nós preparamos para você um vídeo sobre autoestima e diferença funcional.
Se for necessário, acione Legenda Oculta.

Falar sobre nossos sentimentos não é nada fácil. Falar sobre o sentimento que temos acerca de nós mesmos é ainda mais desconfortável. De todos os sentimentos humanos, a autoestima é o que há de mais básico, pois dela depende a qualidade de todos os outros sentimentos.

Autoestima, antes de mais nada, é o valor que eu próprio me dou, é a estima que eu tenho por mim, é a consciência que tenho do meu valor, da minha dignidade.

Uma boa autoestima facilita o desenvolvimento da autoconfiança e fortalece o amor próprio. Esses dois elementos são verdadeiras ferramentas para se enfrentar a vida. O primeiro deles, a autoconfiança, é uma segurança íntima na própria capacidade de pensar, escolher, decidir e agir. O segundo elemento, o amor próprio, é um senso básico de respeito por si mesmo que faz uma pessoa considerar-se importante, especial e capaz de realizar-se como pessoa. Com autoconfiança eu me lanço e acredito em mim. Com amor próprio eu cuido de mim, me valorizo e me respeito.

Nossa autoestima pode ser percebida na forma como encaramos a vida e reagimos às contingências e circunstâncias que nos cercam. Problemas familiares, doenças, crises e frustrações pessoais podem comprometer nossa autoestima se ela não estiver bem estruturada. Mas, se temos uma boa autoestima, não perdemos a noção do nosso valor mesmo quando estamos sufocados pelas circunstâncias da vida.

Com nossa autoestima frágil, em situações adversas podemos nos acomodar, ou agir apenas para evitar que o sofrimento aumente, mantendo assim o desconforto em níveis suportáveis. Por outro lado, com uma autoestima elevada, as ações serão sempre positivas e transformadoras em favor da própria vida e do bem-estar pessoal.

Agora vamos pensar um pouco sobre autoestima e diferença funcional. Quando digo “diferença funcional”, eu me refiro às situações que a sociedade chama de “deficiência”. Poucas situações abalam tanto a vida de uma pessoa quanto uma diferença funcional. Qualquer evento que altere a harmonia do corpo toca diretamente a autoestima. As seqüelas provocadas por acidentes e doenças podem alterar a forma como o corpo funciona. Quebrada a harmonia, a relação com o corpo ficará comprometida.

Quando um evento altera a estrutura e o funcionamento do corpo, isto, sem dúvida, influencia a vida pessoal, afetiva, sexual, familiar, profissional e social. E é claro que a autoestima também fica abalada, afinal, vivemos em uma sociedade que ainda não aprendeu a respeitar e integrar plenamente as pessoas com diferença funcional. Mas, ainda assim, ainda assim é possível desenvolver um sentimento positivo acerca de si, fortalecer a autoestima e reinventar a própria história. Afinal, não podemos controlar os fatos, mas podemos decidir, por nós mesmos, o que fazer com os fatos, com o nosso corpo e com a nossa vida.

A expectativa social acerca da diferença funcional é sempre negativa. Por isso pode parecer impossível ter uma boa autoestima se temos uma diferença funcional. A relação entre baixa autoestima e diferença funcional é tão falsa quanto dizer que todo cadeirante é revoltado.

Conheço bem de perto histórias que comprovam que a autoestima pode ser fortalecida mesmo quando tudo parece perdido. São histórias de pessoas que passaram a se conhecer mais e a amar mais a vida, numa demonstração clara da força do nosso querer. Mas, há também histórias amargas, de pessoas que não conseguem desenvolver um sentimento positivo sobre si, e perdem a vontade de viver.

Quando penso e reflito sobre tudo isso, percebo com muita clareza que para se ter um sentimento positivo de si, para se gostar e ter uma boa autoestima é preciso compreender que o meu valor como pessoa, como ser humano, não pode ser medido a partir da maneira como funciona o meu corpo.

Precisamos compreender que a vida, apesar de tudo e apesar de nós mesmos, é bela, é muito curta, e precisa ser vivida. Quando gostamos de nós do jeito que somos, a vida se torna mais leve, e vivemos melhor.

E a vida continua, mesmo quando um ou outro escolhe ficar para trás.

Eu sou Ray Pereira. Minha intérprete é Adriana D. Pereira.
Visite o blog Diversidade Funcional: http://diversidadefuncional.blogspot.com

2 comentários:

Marcia disse...

Adorei seus videos ,dá para repensar a funçao dos deficientes de um modo geral no meu orkut tenho seus vídeos
nao somos herois nem coitadinhos ,somos pesoas que perdemos a possibilidade de algo
beijos no coracao

Anônimo disse...

Reflexão exurbitante neste local, assuntos assim realção aos que ler nesta página !!!
Realiza muito mais de este espaço, aos teus visitantes.